Indicadores sociais são dados possíveis de serem captados em inúmeros lugares e de diversas formas. Podemos usar, por exemplo, dados obtidos no censo demográfico para construir indicadores, ou informações contidas em um cadastro institucional e até mesmos uma pesquisa feita com a população ou usuários de um serviço público. Enfim, os locais e as formas como captamos nossos indicadores são fontes, e antes de beber dessas informações, devemos conhecer sua procedência. Por isto, achamos importante conhecer algumas fontes de dados oficiais e de boa procedência.

Uma das principais fontes de dados são aquelas instituições oficiais (públicas) que trabalham exclusivamente na captação, tabulação e disseminação de dados estatísticos. Muito provavelmente, o IBGE  (instituto brasileiro de geografia e estatística) é a maior destas instituições do país, além de ser uma das mais bem-conceituadas, disponibilizando a maior parte dos dados oficiais usados no país, principalmente nas políticas públicas. Estes institutos podem ser considerados as principais fontes indicadores sociais, pois trabalham com uma ampla base de dados estatísticos, disponibilizando tabelas, gráficos e mapas georreferenciados.

Institutos de estatística como o IBGE podem ser financiadas pelo poder público ou setores interessados em dados estratégicos. As informações dos institutos de estatísticas podem ser captadas nos mais variados cadastros institucionais, desenvolvidos com o intuito de obter informações, ou por métodos como os censos, ou recenseamentos, quando os técnicos da instituição vão a campo obter informações detalhadas da população ou do público alvo da pesquisa. As informações captadas nos censos costumam ser muito ricas para análises, pois costumam possibilitar cruzamentos de dados, isto é, posso olhar as pessoas segundo, as faixas etárias, sexo, cor de pele, renda, religião, tipo de domicílio, composição familiar etc.

Além do IBGE, existem outras instituições oficiais no país, normalmente estaduais ou municipais que também captam e transformam dados em informações. Alguns exemplos destes institutos (ou órgãos governamentais) são: a Fundação SEADE , em São Paulo; a Fundação João Pinheiros , em Mina Gerais; a Fundação CEPERJ, no Rio de Janeiro; a Fundação Economia e Estatística, no Rio Grande do Sul; a Superintendência de Estudos Estatísticos da Bahia , entre outros.

Anúncios