Ouvimos muito falar sobre indicadores, o termo já faz parte da linguagem gerencial a algum tempo, mas atualmente se tornou uma ferramenta muito valiosa para pensar políticas públicas ou ações diversas na área social. Indicadores são normalmente compostos por dados estatísticos, isto é, números que nos dão medidas da realidade, permitindo que se criem parâmetros para análises. Logo, um indicador nos possibilita observar tendências e comportamentos, subsidiando a tomada de decisões, o planejamento e a formulação de políticas públicas.

O uso dos indicadores sociais para conceber políticas públicas ou planejar ações sociais parece ser muito recente, mas existe a bastante tempo. O primeiro censo demográfico brasileiro foi em 1890, seguidos por 1900 e 1920, até que em 1936 foi criado o instituto brasileiro de geografia e estatística _ IBGE. Um exemplo muito simples de como funciona uma análise com base em dados estatísticos é analisando a idade da população. Observando o percentual de crianças, jovens, adultos e idosos podemos identificar o crescimento de alguma destas faixas etárias, logo, pensamos em demanda por políticas públicas ou serviços específicos que atendam aquelas pessoas.

Nos últimos 20 anos, o acesso e a disponibilidade de dados estatísticos cresceu bastante, quando a administração pública começou a realizar planejamentos plurianuais, reformas gerenciais, instituir controles administrativos ou social das políticas públicas, criando uma burocracia de dados monitoráveis. Recentemente, com o avanço das tecnologias de comunicação e a universalização do uso da internet, também facilitou a captação de informações. Enfim, todos aqueles dados contidos nos sistemas, quando bem manejados, transformados em estatísticas, gráficos, mapas, podem a ser monitorados, analisados, avaliados, isto é, tornam-se vigorosos indicadores sociais.

Quem trabalha no poder público ou presta serviços com uso recursos públicos sabe a enxurrada de cadastros, instrumentais e relatórios necessários para regularizar o repasse financeiro. Maior parte das informações que prestamos nos sistemas públicos existem para acompanhamentos dos órgãos responsáveis, outras são solicitadas com intuito único de poder avaliar, estudar, diagnosticar, e enfim, planejar e agir.

Hoje, com as legislações de transparência e acesso à informação, temos acesso a quase tudo! Basta saber onde e como.

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